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Revendedora de carros clonados no RS: Cerca de 8 carros eram negociados por mês

Um grupo criminoso adquiriu propriedade de outro e a usou para roubo e revenda de carros clonados no Rio Grande do Sul. Eles também foram investigados por lavagem de dinheiro.

A oferta pela internet de um carro por até 30% menor que o valor de mercado e a alegação de pressa no negócio, pois o dinheiro seria usado para quitar uma dívida urgente, são motivos pelos quais você deve ficar alerta. Estes são alguns dos truques usados pelos vendedores de carros online.

Segundo a polícia, uma quadrilha da região metropolitana de Porto Alegre não agiu diferente, revendendo em média oito carros clonados por mês e movimentando pelo menos R$ 500 mil. Além da falsificação de documentos, o grupo adquiriu um mercado.

A polícia está atualmente realizando a seguinte operação: Operação Automercado. 10 suspeitos foram presos na manhã desta quarta-feira, incluindo 10 pessoas em Alvorada, Viamão e na Capital.

Doze mandados de busca e um mandado de prisão temporária foram cumpridos após um ano de investigação de Thiago Lacerda. Dos 10 suspeitos identificados, apenas o homem identificado como criminoso foi preso pelo tribunal.

São 80 policiais que participam da ação e também contam com um helicóptero para ajudá-los.

Guia do Conteúdo

Vítima que compraram os carros clonados em Canoas

Aparentemente, tudo começou em 2020. Foi quando o primeiro caso relatado de carros clonados veio à tona e, pouco tempo depois, uma mulher foi presa por falsificar documentos enquanto estavam sendo autenticados. Draco começou a investigar o caso e descobriu que os suspeitos estavam roubando carros nesta área. Os carros seriam clonados antes de irem para diferentes locais da cidade.

carros clonados
Foto: Reprodução

A quadrilha vendia veículos roubados para outras pessoas e, em seguida, essas pessoas recebiam algum dinheiro, para que criassem documentos falsificados e anunciassem os carros on-line por até 30% menos do que seu valor real.

De acordo com o inquérito policial, os estelionatários movimentaram cerca de meio milhão ao longo da investigação, mas o delegado acredita que com as apreensões e quebra de sigilo bancário realizados nesta quarta-feira, o valor total supera o valor de uma casa.

8 carros por mês estão sendo roubados e vendidos online em média até agora, com 20 vítimas identificadas. Eles vêm de várias partes do Rio Grande do Sul e também de Santa Catarina.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados enquanto a investigação continua. Além de tentar encontrar mais vítimas, o objetivo é comprovar o valor exato das transações do grupo. Lacerda ressalta que esse grupo lavou dinheiro.

O estabelecimento estava sendo usado para lavagem de dinheiro – já que foi comprado com o produto dos golpes. Parte dos lucros da fraude também era usada para comprar produtos em uma transação – explica o delegado.

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