GWM pode começar a produzir carros elétricos no Brasil a partir de 2026!

GWM destaca compromisso com a Mobilidade Verde e se posiciona contra aumento de impostos para veículos elétricos.

A GWM (Great Wall Motors) realizou uma apresentação sobre Mobilidade Verde, na qual destacou as tecnologias que está desenvolvendo para o mercado brasileiro. A montadora também reforçou seu posicionamento contrário ao aumento de impostos para veículos elétricos, tema constantemente defendido pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Durante o evento, Oswaldo Ramos, COO da GWM Brasil, ressaltou o compromisso da montadora em tornar flexíveis os modelos híbridos já comercializados no país. Além disso, ele mencionou que estão estudando a possibilidade de trazer a tecnologia de célula de combustível a hidrogênio por meio da recém-adquirida divisão de caminhões na China.

GMW Poer.
GWM Poer deve ser um dos próximos lançamentos no Brasil. Foto: Divulgação

Um dos temas destacados durante a apresentação foi a perplexidade da Anfavea em relação ao aumento de impostos para carros elétricos. Atualmente, o imposto de importação para esses veículos é de 0%, mas a proposta é que seja elevado para 35%. Apesar disso, apenas 1,7% do mercado é composto por veículos eletrificados plugáveis (híbridos plug-in e elétricos). Vale ressaltar que parte da indústria clama pela proteção do mercado nacional, argumentando que não há similaridade nacional para esses produtos.

Ramos também apresentou um gráfico comparativo de emissões do Poço à Roda considerando a energia limpa do Brasil. Esse gráfico evidencia a vantagem competitiva que o país pode ter ao investir na tecnologia híbrida flex, principalmente com os modelos híbridos plug-in, que se aproximam bastante dos resultados dos veículos puramente elétricos. Por outro lado, os altos índices de emissões dos veículos a gasolina e diesel utilizados como carros de passeio são preocupantes.

GWM irá apresentar célula de hidrogênio.
GWM irá apresentar célula de hidrogênio. Foto: Divulgação

O COO da GWM Brasil ressaltou que o diesel não está mais recebendo investimentos globais em novas tecnologias de motorização. Trata-se de um ciclo que está se encerrando, e mesmo assim, o Brasil ainda importa motores a diesel, mesmo com fábricas ociosas ao redor do mundo. Enquanto se discute a taxação de carros elétricos, é importante notar que estamos importando motores diesel de várias marcas, inclusive para veículos utilizados para passeio.

A GWM tem como objetivo oferecer escolhas ao mercado consumidor e à sociedade brasileira para que possam realizar a descarbonização, seja por meio de veículos híbridos, elétricos ou movidos por células de combustível.

A estratégia da montadora de importar carros elétricos e híbridos plug-in permitirá acelerar a infraestrutura de recarga no Brasil. Além disso, é uma oportunidade para os consumidores conhecerem essa nova tecnologia e despertarem interesse pelos modelos eletrificados.

De acordo com projeções da GWM, o ponto de inflexão para a produção de carros elétricos no Brasil ocorrerá a partir do final de 2025, quando o mercado brasileiro atingirá cerca de 5% do volume total de veículos elétricos e híbridos plug-in.

Traseira do Haval H6 2024.
Visual esportivo e robusto do Haval H6 2024. Foto: Divulgação

Atualmente, a participação de mercado dos veículos PHEV (Híbridos plug-in) + BEV (Veículos elétricos) é de 1,7%. No entanto, a expectativa é que esse número aumente significativamente até 2025. Portanto, a indústria brasileira tem dois anos para se preparar e investir em infraestrutura, pois a partir de 2026, as montadoras que não acompanharem essa tendência correm o risco de desaparecer do mercado.

Essa foi a realidade enfrentada por países da Ásia, Europa e Estados Unidos durante a corrida pela eletrificação. Uma marca que não se adapta acaba perdendo credibilidade, inclusive no valor das ações da empresa.

O COO da GWM Brasil também fez um alerta para aqueles que duvidam do poder de escolha do consumidor: “Quem não tem investimento previsto ou não traz novas tecnologias, não adianta espernear. O consumidor vai adquirir novas tecnologias, alguém vai investir, porque o consumidor quer e o mercado está demandando. O Brasil certamente entrará nessa nova era de eletrificação, conectividade e segurança com direção semi-autônoma”.

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Thiago Klaumann
Administrador de empresas, profissional de marketing e empreendedor na internet. Fã de Fórmula 1, Stock Car, Moto GP e demais categorias de corridas, é apaixonado por automobilismo desde criança. Piloto de kart nas horas vagas, está sempre antenado em todos os lançamentos do mercado. Atualmente dedica-se à redação do portal Agora Motor, publicando artigos, notícias, pesquisas, testes e conteúdo multimídia sobre o universo automobilístico.
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