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Operação policial acaba com esquema de fraude de carros que levantava mais de 10 milhões/mês

3 minutos de leitura

A internet trouxe diversos benefícios para as pessoas no geral. Hoje em dia as pessoas têm muito acesso à informação, a compras, até a encontrar trabalho, mas infelizmente junto com o progresso também vem a criminalidade. E o que também é se tornou algo recorrente são os golpes de estelionatários na internet.

E no estado de Minas Gerais um caso do tipo envolvendo também carros acabou ganhando destaque nas notícias, principalmente pelo tamanho da organização do golpe. Segundo a Polícia civil do estado, cerca de 30 pessoas foram detidas por supostamente fazerem parte de uma quadrilha que aplicava golpes envolvendo carros pela internet.

O grupo vinha sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que interrompeu a operação que acontecia em Belo Horizonte. A suspeita era da venda de falsos consórcios, o que gerou 3 mandados de busca e apreensão, que gerou 30 pessoas sendo conduzidas, e 7 delas sendo presas em flagrante.

Uma das coisas que chamou a atenção da polícia no local foi um call center que foi montado pelos suspeitos para conseguirem entrar em contato com potenciais vítimas, juntamente com muitos celulares, computadores, documentos, 4 veículos e outros objetos que a própria polícia classificou como de procedência duvidosa.

O esquema montado pelos supostos criminosos consistia em criar anúncios falsos, usando imagens de veículos achados aleatoriamente pela internet, a fim de atingir pessoas em uma plataforma de vendas online.

Para chamar mais a atenção ainda, as funções de pagamentos eram extremamente facilitadas, envolvendo crédito para quem tem o crédito negativado, parcelas com juros menores do que o do mercado tradicional e preços de carro abaixo da tabela Fipe.

O esquema tinha até atendimento presencial, onde as vítimas visitavam e eram levadas a pagar taxas que eles dizem ser referentes ao consórcio, como entradas, taxas administrativas, sempre com a promessa de que logo as pessoas seriam contempladas com o veículo.

Ainda segundo a polícia, as principais vítimas desses criminosos eram pessoas mais pobres e de rendas mais básicas, que estavam em situação de necessidade e por conta disso eram mais prováveis de acreditar nas condições suspeitas.

Segundo levantamento, a organização contava com mais de 200 colaboradores, e o dinheiro levantado por eles chegava a 10 milhões de reais por mês.

Casos como esse aumentam o alerta de que sempre que algo for ser comprado pela internet, é necessário analisar mais a empresa que você vai negociar e sempre suspeitar de preços muito abaixo.

Operação policial
Foto: reprodução.

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